Rua Serrão (Ribeira/Zumbi) - CEPs: 21930-135 e 21930-190


A Ribeira, até meados do século XIX, era parte da fazenda de Bernardo José Serrão (que ia até a Rua Formosa do Zumbi, na ocasião, somente Formosa) que incluía até um teatro, na hoje Rua Maldonado - à época, Rua do Teatro - e que, após ser desmembrada, teve parte de seus terrenos adquiridos por Joaquim Fernandes da Fonseca.
Em 1810, pelo decreto de 24 de junho, foi criado o cargo de almoxarife da Real Fábrica de Pólvora, criada pelo decreto de 13 de maio de 1808 e estabelecida na fazenda da Lagoa Rodrigo de Freitas, que fora adquirida pela Coroa por meio de subscrição voluntária entre os moradores da cidade.
Com a atribuição de auxiliar nos trabalhos da Real Fábrica de Pólvora, a função foi atribuída ao então alferes da segunda companhia do II Batalhão de Infantaria do Exército Bernardo José Serrão, que deveria zelar pelo patrimônio da fábrica.
Deveria, mas "por inexato no desempenho de seus deveres civis e por abusos praticados na administração do cofre da pólvora, de que está encarregado", Serrão teve negado, pelo Grande Oriente do Brasil (GOB), em 23 de julho de 1822, seu ingresso na Loja Maçônica Esperança de Niterói.
Serrão também foi dono da fábrica de cal na Ponta da Ribeira.

Agradecimentos ao Prof. Jaime Moraes, por parte das informações
Fonte: "A Invenção da Cidade Nova do Rio de Janeiro: Agentes, Personagens e Planos", Dissertação de Mestrado de Fernanda Mousse Pinto em Planejamento Urbano e Regional da UFRJ (www.if.ufrj.br/~coelho/CidadeNova_tese_FernandaMoussePinto_2007.pdf), "Maçonaria, Sociabilidade Ilustrada & Independência do Brasil: 1790-1822", de Alexandre Mansur Barata; Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial da Corte e Província do Rio de Janeiro e Império do Brasil: Diário do Governo - 1823 (Acervo Biblioteca Nacional), www.fotolog.com.br/ilhaantiga/193000000000027578, http://linux.an.gov.br e http://bibliot3ca.wordpress.com/historia-do-gob, com informações da comunidade do Orkut História da Ilha do Governador (PRINCIPAL