Morro do Barão (Bancários/Tauá [oficialmente, só Bancários] [Praia do Barão e Cova da Onça])


Morador da Praia Congonhas do Campo (que até 1966 se chamava Praia do Barão), Guilherme Schüch nasceu em Ouro Preto, no dia 17 de janeiro de 1824. Engenheiro e físico brasileiro, foi responsável pela instalação da primeira linha telegráfica do Brasil. Justamente por conta desta empreitada, foi nomeado barão de Capanema.
Filho do austríaco Roque (Rochus Schüch), natural da Morávia, que veio para o Brasil em 1817 como integrante da comitiva da princesa Leopoldina, e da suíça Josefina Roth, que seu pai conhecera na colônia de Nova Friburgo.
Casou-se com Eugênia Amélia Delamare, nascida na, França, em 12 de julho de 1824, filha de Charles Robert Delamare e Reine Germaine Virginie, falecida no Rio de Janeiro em 12 de abril de 1907. O casal teve três filhos.
Guilherme Schüch foi o responsável pela fundação de um dos moinhos que mais marcou história na história do papel e do Brasil: a Fábrica de Orianda, instalada nas proximidades da cidade imperial de Petrópolis, na Região Serrana da então Província do Rio de Janeiro.
Fundada em 1852, a Orianda, de pequeno engenho, chegou a alimentar as bobinas dos maiores jornais do país e até do Tesouro Nacional.
Durante mais de 20 anos, a Fábrica de Orianda serviu de referência na produção papeleira nacional, até 1874, quando tem sua falência decretada e fecha as portas.
Segundo Marcos Capanema de Melo, seu trineto, Guilherme Schüch, por perceber a dificuldade em pronunciarem seu nome alemão, “resolveu adotar o sobrenome de 'Capanema', pertencente a uma serra e povoado daquela província, e nas vizinhanças de Ouro Preto”, tornando-se, assim, “Guilherme Capanema”.
Em 1841 foi enviado para a Europa, aos cuidados do visconde de Barbacena, para estudar Engenharia. Cursou todas as matérias do Curso Técnico da Escola Politécnica de Viena e depois a Academia de Minas de Freiberg entre 1846 e 1847.
Formou-se doutor em Matemática e Ciência pela antiga Escola Militar do Rio de Janeiro.
Foi também professor de Física e de Mineralogia na Escola Militar.
Membro da Sociedade Velosiana de Ciências Naturais, onde participava da comissão de botânica, sugeriu sua fusão ao Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, o que não aconteceu. Tendo a sociedade se desmembrado, parte dos sócios, incluindo Guilherme, fundou então a Sociedade Palestra Científica do Rio de Janeiro, que teve sua primeira sessão em 25 de junho de 1856.
Participou da Comissão Científica do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, criada em 1856, onde foi diretor da Seção Geológica e Mineralógica.
Em 1889, com a Proclamação da República, se aposentou da direção do Telégrafo Nacional. Em 1903 foi nomeado diretor do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Como empresário, inventou e produziu o Formicida Capanema, contra a saúva, comercializado até o início do século XX; também proprietário de uma fábrica de papel chamada Fábrica Orianda, situada em Petrópolis.
Faleceu no Rio de Janeiro, em 28 de julho de 1908.

Agradecimentos a Marcos Capanema de Melo, por parte das informações
Fonte: Guia Rex, Wikipedia e "Papel reciclado artesanalmente: tendências para o futuro", de João Carlos Silva Cardoso, com informações da comunidade do Orkut História da Ilha do Governador (www.orkut.com/Main#Community?cmm=7423562)
Foto: www.famososquepartiram.com



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