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De ascendência árabe, Zaquia Jorge (Rio de Janeiro, 6 de janeiro de 1924 - 22 de abril de 1957) foi uma vedete e atriz do teatro de revista brasileira. Em Madureira, tornou-se proprietária do único teatro de rebolado do subúrbio carioca, o Teatro de Revista Madureira, nos anos 50. Era conhecida como a "Estrela do Subúrbio" e "Vedete de Madureira".
Foi uma das mais inesquecíveis vedetes e atrizes do Brasil. Estrela absoluta do teatro de revista, Zaquia fez história ao trocar os palcos cariocas do Centro e da Zona Sul para montar seu teatro em Madureira (onde hoje existe uma loja da rede Insinuante). Seu talento não ficou restrito apenas aos palcos, ele foi registrado no cinema em filmes de cineastas importantes como Moacyr Fenelon, Luiz de Barros e Gilda de Abreu. O primeiro foi "Sob a luz de meu bairro", em 1946, de Moacyr Fenelon. Outro filme importante da década de 1940 foi "Pinguinho de Gente", de Gilda de Abreu.
Zaquia Jorge atuou também nos anos 50, sendo que um de seus grandes momentos foi como a Suely Borel de "A Baronesa Transviada", dirigida pelo mestre Watson Macedo, em 1957.
Morreu tragicamente, aos 32 anos, por afogamento na praia da Barra da Tijuca. Entre tantas homenagens que recebeu está o samba-enredo da Império Serrano em 1975, "Zaquia Jorge, a estrela do subúrbio, vedete de Madureira", de Avarése.
Segundo o jornalista e escritor Marcelo Moutinho, em seu blog (www.marcelomoutinho.com.br), "a vedete principal do subúrbio da Central já havia sido pranteada em outro samba, o célebre 'Madureira chorou' ('Madureira chorou / Madureira chorou de dor / Quando a voz do destino / Obedecendo ao divino / A sua estrela chamou'), de Carvalhinho e Júlio Monteiro, gravado por Joel de Almeida em 1958."
Ouça em www.youtube.com/watch?v=HQMmM6YCl0I.
Segue dizendo que "a trágica morte (...) significou também o fim de seu teatro. Mas é bacana saber que, apesar do esquecimento, e mesmo que as pessoas em geral não saibam que aqueles sambas prestam um tributo, Zaquia Jorge é a todo tempo evocada. Como cantou Roberto Ribeiro, a estrela continua brilhando - e nos cantos mais remotos do país".
Há até uma versão de "Madureira chorou" em francês, por conta da produção de "Orfeu da Conceição". Chama-se "Si tu vas à Rio". Pode ser ouvida no filme "O Baile" ("Le Bal"), de 1983, de Ettore Scola, no segmento ambientado dos anos 50: "Si tu vas à Rio / N'oublie pas de monter là-haut..."
A versão em francês "Si tu vas à Rio", com o turco Dario Moreno (1959) pode ser ouvida em www.youtube.com/watch?v=RVhx1HYoEJk.
O trecho em questão de "O Baile", em www.youtube.com/watch?v=LJo24f6JR-o&feature=relmfu.

Fonte: Wikipedia, www.marcelomoutinho.com.br, www.samba-choro.com.br e www.mulheresdocinemabrasileiro.com
Foto: Reprodução de www.mulheresdocinemabrasileiro.com

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