Ponta das Ostras (Cocotá) - sem CEP pelos Correios


A nomenclatura "ostra" é utilizada para um número de grupos diferentes de moluscos que crescem, em sua maioria, em águas marinhas ou relativamente salgadas. As ostras verdadeiras pertencem à ordem Ostreoida, família Ostreidae. As ostras têm um corpo mole, protegido dentro de uma concha altamente calcificada, fechada por fortes músculos adutores. As brânquias filtram o plâncton da água.
A ostra tem uma forma curiosa de se defender. Quando um parasita invade seu corpo, ela libera uma substância chamada madrepérola, que se cristaliza sobre o invasor impedindo-o de se reproduzir. Depois de cerca de três anos esse material vira uma pérola. Sua forma depende do formato do invasor e sua cor varia de acordo com a saúde da ostra.
Um número de outros moluscos que não caem dentro desses grupos tem nomes comuns que incluem a palavra "ostra", porque elas ou têm o gosto de ou parecem ostras, ou porque elas produzem pérolas detectáveis. Exemplos incluem a família Spondylidae das ostras espinhosas e a ostra-peregrina, um tipo de vieira. As ostras são organismos filtradores de fitoplâncton, pode-se entender como microalgas, a filtração ocorre por meio das brânquias, dispersas ao longo de seu corpo em pares, os resíduos dessa filtração são chamados de pseudofezes, e em locais de cultivo, pode apresentar problemas como a diminuição da profundidade do local, e o acúmulo de matéria orgânica particulada.
A produção é iniciada com a captação de sementes (larvas de ostra) no meio natural. Para as capturar, os ostreícultores utilizam coletores colocados em locais estratégicos. Quando as larvas atingem alguns milímetros de comprimento, são retiradas dos coletores e ficam prontas para serem criadas. Contudo, atualmente, uma parte importante das larvas de ostra utilizadas em aquicultura provém de maternidades, permanecendo a unidade populacional de reprodutores em instalações no mar. As ostras libertam os gametas na primavera, quando a temperatura da água é elevada. As larvas são introduzidas em tanques com circuito fechado e alimentadas com algas cultivadas. Quando as larvas estão prestes a fixarem-se a um suporte, é introduzido no tanque um suporte de fixação novo e sólido para "recolher" as ostras. O método de cultura de ostras utilizado é definido em função do ambiente (amplitude das marés, profundidade da água, etc.) e da tradição.
Em nível mundial, a aquicultura responde por 97% da produção total de ostras. A China é, de longe, o maior produtor, com 80 % da produção mundial total, seguida da Coreia, do Japão, dos EUA e da União Europeia, esta última autossuficiente em ostras e os fluxos comerciais com países terceiros são insignificantes. O comércio entre países da União é também pouco importante, estando praticamente limitado aos fluxos de França para Itália. O mercado francês é o maior mercado de ostras da União.
É uma das matérias-primas para a fabricação de cal. E o nome Praia da Olaria (contígua à Ponta das Ostras), embora sucessivamente aterrada, se refere não exatamente a uma olaria, mas à caieira que existiu no local.

Fonte: Portal Rio Geo (http://portalgeo.rio.rj.gov.br) e Wikipedia
Foto: Sxc.Hu



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