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Nascido em Fortaleza (CE) em 1907, Luiz Sá de Araújo vem de família de desenhistas, já que seus pais eram professores de desenho. Ainda quando criança enchia os cadernos escolares com desenhos. Seu primeiro trabalho na área foi em Fortaleza, com uma pequena participação numa revista humorística.
Chegou ao Rio de Janeiro em 1931. Expôs bicos-de-pena aquarelados que fixavam cenas e costumes do Ceará. No jornal "O Imparcial", diagramava a página de esportes. Ao contrair icterícia, é levado ao Hospital de Gamboa, onde uma freira lhe consegue um trabalho como vigia. Para não pegar no sono, redesenhava quadros famosos da História do Brasil, quando o caricaturista Pacheco Queiroz, que trabalhava no "Diário Carioca", levou seus trabalhos para o então funcionário da editora "O Malho" e futuro dono da Ebal, Adolfo Aizen, que ofereceu 10 mil réis por desenho para publicá-los nas revistas d'O Malho.
Com o fim da revista "Eu Vi", que publicava os trabalhos de Luiz Sá, Aizen pediu para ele fazer uma história infantil para "O Tico-Tico", revista em quadrinhos da editora, e assim Luiz Sá criou seus personagens mais famosos: Reco-Reco, Bolão e Azeitona (na foto), que saíram pela primeira vez na edição de abril de 1931 d'O Tico-Tico" Criou também o cão Totó, o ratinho Catita, Pinga Fogo, Maria Fumaça, entre outros.
Sá também foi responsável pela criação de O Bonequinho, personagem usado na seção de crítica de cinema do jornal "O Globo".
Foi pioneiro nas animações, criando dois curtas entre 1938 e 1939. Fez desenhos para aberturas dos cine-jornais na década de 1940 e ilustrações para as TVs Rio e Globo, já nos anos 60. Continuou desenhando até sua morte, em 1979.

Fonte: "Guia dos Quadrinhos", texto de Erico Molero, com informações da Wikipedia
Arte sobre foto "Guia dos Quadrinhos" e http://brasilannima.blogspot.com

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