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Publicado em 1943, Fogo Morto é um livro de José Lins do Rego (Pilar/PB, 3 de junho de 1901 - Rio de Janeiro, 12 de setembro de 1957), que mostra com linguagem forte e poética a decadência dos engenhos de cana-de-açúcar.
Tanto que "fogo morto" é a denominação dada a um engenho que já não mói mais.
É considerada a última obra do mais expressivo dos ciclos do autor: o da cana-de-açúcar. Apesar de marcar o término da série, com a decadência dos senhores de engenho, o romance também assinala seu auge, seu momento de superação, constituindo uma obra-prima da literatura regionalista, de caráter neorrealista.
Narrado em terceira pessoa, o romance é dividido em três partes. Cada uma conta com seu próprio protagonista, como se fossem três histórias distintas e sucessivas. Os personagens principais se interrelacionam durante toda a narrativa: mestre José Amaro, coronel Lula de Holanda e capitão Vitorino.
Cada uma das personagens principais representa, na verdade, uma classe social da população nordestina. As três personagens centrais estão envolvidas no cenário de miséria, doenças, e por uma politicagem e prepotência policial que defendem as minorias fortes e, como saída, o cangaço. A narrativa é quase inteiramente ambientada no Engenho Santa Fé.
Na primeira parte, o mestre José Amaro, seleiro orgulhoso e conservador, espalha rancor à sua volta. Temido pelo povo da várzea por sua aparência horrível e pela raiva acumulada, ele surra a filha histérica com o intuito de curá-la, e também maltrata a esposa.
Na segunda parte do romance, o coronel Lula de Holanda, também orgulhoso, não consegue fazer prosperar o engenho que recebera de herança. Autoritário, não permite que nenhum homem se aproxime da filha, que permanece melancólica e solteirona. Depois de sofrer um ataque de epilepsia na igreja, torna-se devoto. Gasta todo o dinheiro que lhe restou. Por fim, leva o engenho a fogo morto (propriedade que não produz mais).
E, por fim, o capitão Vitorino, senhor de engenho que acreditava que a lua era Nossa Senhora Aparecida e que escravos eram animais que mereciam sofrer.
O mestre José Amaro se mata na sala da casa dele.

Fonte: Wikipedia
Reprodução capa: http://cafelivroearte.blogspot.com
Foto: ABL

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