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Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim nasceu em 25 de janeiro de 1927 no Rio de Janeiro e faleceu em 8 de dezembro de 1994, em Nova Iorque.
Filho de Jorge de Oliveira Jobim e de Nilza Brasileiro de Almeida. Nascido na Tijuca, mudou-se para Ipanema em 1931. Lá viveu com os avós maternos, Mimi e Azor, os pais e sua única irmã, Helena Jobim. Depois da morte prematura do pai, sua mãe casou-se com Celso Frota Pessoa, que lhe deu muito incentivo para a vida musical, chegando a lhe presentear com um piano. Em 1940, sua mãe fundou o Colégio Brasileiro de Almeida.
Iniciou seus estudos de música em 1941, com aulas de piano. Cursou a Faculdade de Arquitetura, chegando a trabalhar em um escritório, por um curto período.
Em 1949, casou-se com Thereza Hermanny e, no ano seguinte, nasceu seu primeiro filho, Paulo Jobim, que se tornaria músico como o pai. Em 1957, nasceu Elizabeth Jobim, sua primeira filha. Em 1976, Tom conheceu a fotógrafa Ana Beatriz Lontra, então com 19 anos, com quem saiu em lua-de-mel, em 1978, vindo a se casar, oficialmente, somente em 1986. Ana lhe deu mais dois filhos: João Francisco, em 1979, e Maria Luiza Helena, em 1987.
No início da carreira, trabalhou como pianista em casas noturnas, como Drink, Bambu Bar, Arpège, Sacha's, Monte Carlo, Night and Day, Casablanca, Tasca e Alcazar. Muitas vezes revezava com Newton Mendonça de quem se tornou grande amigo e com quem iniciou uma bem sucedida parceria musical, que gerou canções como "Desafinado" e "Samba de uma nota só".
O primeiro registro fonográfico de uma composição de sua autoria ocorreu em 1953, quando sua canção "Incerteza" (com Newton Mendonça) foi lançada pela gravadora Sinter, no disco de 78 RPM de Mauricy Moura. Seus primeiros arranjos gravados pela Continental foram em discos de 78 RPM. O primeiro foi para a composição "Outra vez", também de sua autoria, gravada por Dick Farney, em 1954. Seu primeiro sucesso foi "Tereza da praia" (com Billy Blanco), gravada em 1954 por Dick Farney e Lúcio Alves.
Com o prestígio cada vez maior, foi chamado para comandar, em SP, o programa "Bom Tom", no qual recebia convidados como Lúcio Alves e Silvinha Telles, entre outros.
Em 1956, foi apresentado a Vinicius de Moraes, que viria a se tornar seu parceiro mais importante. Compôs, com Vinicius de Moraes, a canção "Chega de saudade", que marcou o início da bossa nova e que foi lançada por Elizeth Cardoso, em 1958, no LP "Canção do amor demais", para o qual assinou os arranjos e a direção musical. Nesse disco, João Gilberto aparece pela primeira vez em gravação, tocando, no violão, a batida que caracterizaria a bossa nova - nas faixas "Chega de saudade" e "Outra vez".
Compôs, em 1960, com Vinicius de Moraes, a pedido do então presidente Juscelino Kubitscheck, "Brasília, Sinfonia da Alvorada" e, no ano seguinte, a trilha sonora para o filme "Porto das Caixas", de Paulo César Saraceni. Ainda com Vinicius, compôs, em 1962, uma das músicas mais gravadas em todo o mundo: "Garota de Ipanema".
Recebeu, por três vezes, o prêmio da BMI - Broadcast Music Inc., como Great National Popularity, com "The Girl From Ipanema" (versão de "Garota de Ipanema"), em 1970, "Meditation" (versão de "Meditação"), em 1974, e "Desafinado", em 1977.
Em 1985, ganhou o título de grand commandeur da Ordre des Arts et des Lettres, concedido pelo governo francês, através de seu Ministério da Cultura. Em 1986, recebeu o prêmio "Millionaired Songs", conferido pela BMI aos autores de canções que foram ao ar mais de um milhão de vezes. Em 1990, tornou-se membro da Academia Nacional de Música Popular Americana.
Foi ainda nomeado reitor e, depois, presidente do Conselho Diretor da Universidade Livre de Música, situada em São Paulo, e doutor honoris causa pela Uerj. Mais tarde, recebeu o mesmo título da Universidade de Lisboa.

Fonte: Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira
Foto: MEC



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