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Magistrado, Alberto Augusto Cavalcanti de Gusmão foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da Guanabara, tão logo o estado foi "criado", em 1960.
Juiz de Menores entre 1966 e 1969. Extremamente conservador, enquanto esteve à frente do Juizado, reprimiu veementemente os bailes infantis de Carnaval de 1967 e a presença de bisnagas plásticas, fantasias de bruxas e varinhas de fadas em fantasias nas folias de rua.
Naquele mesmo ano, um mês antes, já havia determinado a apreensão da edição da revista "Realidade", antes mesmo da entrada em vigor do AI-5, como bem lembra a "Veja".
Em suas palavras, "a revista 'Realidade' divorcia-se, destarte, da realidade brasileira e, em matéria de costumes, de moral familiar, intenta promover - ao que parece - uma verdadeira revolução". E mais: "Na reportagem 'Nasceu', a revista apresenta sequência fotográfica completa, inclusive o ato da délivrance. Os editores, ao que parece, entendem que com esse realismo estão honrando o nome do periódico. É evidente que, com tal concepção de realismo, a revista chegará, sempre honrando seu nome, às mais incríveis agressões ao decoro público".
Chegou a desembargador do Tribunal de Justiça do Estado da Guanabara (TJEG) em 1974.
Faleceu em 1980.

Fonte: Decreto 2.731, de 17 de agosto de 1980 - Prefeitura do Rio de Janeiro (http://docvirt.no-ip.com/docreader.net), Biblioteca Nacional ("Correio da Manhã", 21 de setembro de 1960; 5 de fevereiro de 1967) e http://veja.abril.com.br/especiais/mulher/revista-censurada-p-012.html
Foto: www.tjdft.jus.br



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